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    Vidas com Sentido (18) - Francisco Marcelo Curto

    watch_later 3/4/2014
    location_on Auditório da Fundação Mário Soares

    Homens e Mulheres que pelos seus ideais, pela sua postura cívica e política, pelos seus combates, souberam dar sentido às suas vidas e, embora já falecidos, permanecem como exemplos. A Fundação Mário Soares dedica um ciclo de conferências e debates a essas figuras da nossa cidadania democrática, prestando-lhes homenagem. A décima oitava conferência do ciclo "Vidas com Sentido" é dedicada a Francisco Marcelo Curto.
    Francisco Manuel Marcelo Monteiro Curto nasceu em 1939 em Santa Margarida, concelho de Idanha-a-Nova, falecendo no Hospital Fernando Fonseca a 2 de Fevereiro de 2001. Advogado e político.
    Participou nas lutas estudantis dos anos sessenta, vivendo depois, como miliciano, a guerra colonial, em Angola, entre 1961 e 1963, experiência que relatou no livro "Tu não viste nada em Angola". Licenciou-se Direito pela Universidade de Lisboa.
    Em 1969, integrou as listas de candidatos da CDE-Comissão Democrática Eleitoral.
    Consultor jurídico de vários sindicatos, esteve directamente associado à fundação da Intersindical, em Outubro de 1970. Em 1973, participou activamente na organização do III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro.
    Nesse mesmo ano, aderiu ao Partido Socialista entretanto fundado, deslocando-se a Paris, nesse Verão, com Mário Sottomayor Cardia e António Reis para, com Ramos da Costa, Tito de Morais, Jorge Campinos, Coimbra Martins e Mário Soares, procederem à elaboração do primeiro programa do PS.
    Após 25 de Abril de 1974, Marcelo Curto integrou o Secretariado Nacional do PS, sendo eleito deputado entre 1975 e 1987, assumindo a defesa do movimento cooperativo e autogestionário e o desenvolvimento da cooperação com a OIT.
    Adversário da "unicidade sindical", defendida pela CGTP, abandonou esta Central, sendo um dos fundadores da UGT.
    Foi Secretário de Estado do Trabalho no VI Governo Provisório e Ministro do Trabalho no I Governo Constitucional, dirigido por Mário Soares. Participou na definição de diplomas legais da maior relevância no mundo laboral, como o do direito à greve, o da quotização sindical e o do despedimento por justa causa.
    Foi, incontestavelmente, o principal organizador do PS no mundo do trabalho, ajudado então por Fernanda Lopes Cardoso.
    Em 1981, no IV Congresso do PS, deu voz à moção "Esquerda laboral".

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